Teste de Rodapé 1

É Proibido a cópia do conteúdo desse blog sem colocar os devidos créditos. Plágio é crime: Código Penal, lei nº9610/98.

Morbidez

(Para aquele beijo de inverno)


A morbidez que me arrasta
Sem você me causa euforia
Por que o tempo não passa?
Eu canto a dor e agonia
Pútridas palavras soberanas
Consumindo este verso inefável em chamas
Que quando te trazem aqui
Não me sinto mais de cama
Os outros foram todos banais 
De uma maneira desprezível
Por que teus olhos não me parecem fugaz?
Mas me deixam em suicídio
Seu hipnotismo corrompe as virgens
E o avaro teu me deixa entorpecida
Você seria capaz?
De ressuscitar-me já desfalecida
Qualquer moralista sangra a dor no hospício interno
Enquanto outros se matam na solidão das fuligens
O que acontece quando não se ama?
Viram loucos com vertigem
Sua entidade promovem o meu gozo e a cura
Até na esquizofrenia paranóica da malícia nefasta
Corrompem assim os fiéis a neurose da ternura
Fazendo-te me sentir por onde passa
Cegas a realidade sem a censura que a devasta
E no teu mundo sonho viver com amor em outra era
Para esquecer no cosmos a morbidez que se arrasta
Ficando-me vasta na sua eletrosfera

Duas almas


E sem mais perguntou "O que você faz aqui"? Apenas dei um riso ingênuo e segurei um pouco a voz, pois sabia que iria gaguejar. Disse travando um pouco: "Só e-e-estou aqui por não estar na vibe". Ela riu de uma maneira tímida, (apesar de aparentar ser bastante entrosada e veterana do lugar). Perguntou novamente se eu estava sozinho ou não, e respondi que meu ''parça'' estava em outro ambiente. Ela tinha ficado pouco surpresa, achado uma coincidência por ter acontecido a mesma coisa com ela. Pouco confiante, mas desconfiado, ofereci-a uma bebida; e logo sem delongas ela aceitou e fez companhia. Eu ainda trêmulo por nunca ter visto uma mulher tão linda, e pensando o por quê de ela estar aqui e passar esse momento comigo. Bastante simpática, pediu pra aproximar pouco de mim. Deixei rolar, ela estava dando umas ideias pertinho da minha maçã (do rosto) e eu dando continuidade no assunto, fiz algumas piadas "engra", sem esperança de gargalhadas; mas tinha ganhado uns sorrisos que eram bem melhores... Minha timidez foi desaparecendo aos poucos e já estava parando de gaguejar,no ritmo da conversa, da maçã foi deslizando aos lábios: A comunicação já estava num nível que foi ficando bom, digo eu, muito bom. Tão bom que já estava no momento certo para beija-la; contudo, melhor do que estava podia estragar. "Aí você me pergunta, como assim estragar?" Sim, poderia! Porque aquela transição de olhares foi melhor do que um beijo. Duas almas em nirvana se comunicando, creio que seja o prazer mais possível. Você não acredita que existe uma força que te deixa inefável?! Pois bem, já deveria crer! (...) Ruan Ossiris

Escrevo pra quem não merece.

Layout por Maryana Sales - Tecnologia Blogger